Ouvimos tantas coisas sobre o amor e idealizamos outras tantas. Por exemplo, que o amor
tudo perdoa, releva e suporta. Somos induzidos a acreditar que o amor verdadeiro ama os defeitos do ser amado,
é tolerante. “Amar é nunca ter que pedir perdão.” Será?
E quando a pessoa que você
ama e confia, te fere, magoa e sufoca ainda mais do que o pior de todos os
inimigos? Quando o ser amado faz mal e adoece tanto quanto o mais mortal dos venenos?
Todas essas frases feitas e perfeitinhas perdem o sentido, não é mesmo? Mas, apesar de ter considerável número de experiências que contrariam essa tese, nego-me acreditar que amar seja sofrer. Que dividir a vida com outra pessoa seja, de fato, perder tempo ou morrer, lentamente, em profunda agonia.
Creio ainda, não sem certa dose de teimosia e boa vontade, no amor alegre, libertador,
acolhedor e cúmplice. A equação é simples: tristeza + (ansiedade². insegurança)- alegria = desamor. Se te faz mal, não pode ser amor. E, se é preciso
implorar, se humilhar, chorar todos os dias... talvez, o melhor seja desapegar, deixar
partir. Pode ser a única maneira de abrir caminho para felicidade.
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