terça-feira, 2 de julho de 2013

Doce insanidade



Texto: Célia Mota

Meu tempo é seu, o futuro é incerto
Acaba a noite, começa o dia
e não me canso de nós,
te quero por perto,
sentir o seu cheiro,
ouvir sua voz...

Vou ficar horas te olhando,
enchendo meus olhos de você.
Passo meus dias te amando,
Inundando meu corpo com o seu prazer.
Sua boca na minha,
Línguas entrelaçadas,
Sinto que posso enlouquecer.

Seu beijo me entorpece,
Me aquece,
Esquenta minha existência,
Dá sentido a minha loucura...
Sintetiza minha essência.

Posso ficar meses a te beijar,
Um beijo após o outro,
Invasivo, ousado.
Sem parar,
Sem pensar...
Comendo paixão,
Bebendo desejo,
e o tesão na boca
é  o seu suor salgado.


Minha mão no seu corpo,
Pele na pele,
Desejo absorto.
Carne trêmula,
Coração disparado,
O mundo girando
E em silêncio, meu desejo te chama.
Ansioso,
Quente,
Desesperado,
Sem condições ou fórmula.

E nos seus braços eu morro
um pouquinho a cada dia,
meus sentimentos, uma avalanche...
De anseio,
De amor,
De alegria,
Sinto que é breve o meu viver,
Mas não grito por socorro,
Só por revanche!




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