Texto: Célia Mota
Não ouço mais o som da sua voz, ou
sinto seu toque.
Aos poucos, uma presença que era tão
forte também foi enfraquecendo e sumindo, levada pelo tempo.
ELE levou tudo que parecia “para sempre”…
as areias na praia,
as ondas do mar fazendo barulho ao
bater nas pedras,
o sol morninho do entardecer
e a vontade de caminhar com os pés descalços,
cabelos soltos
sob a chuva quente de verão…
A felicidade é mesmo um estado de
espírito muito fugaz.
As ondas já não dançam lá fora,
o mar não dorme mais na minha janela e
as areias foram engolidas pelo tempo.
Você nunca mais sorriu para mim…
sua ausência jamais foi tão presente
na minha vida.
Será que vai ser assim
“para sempre”?

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