segunda-feira, 29 de julho de 2013

Amor próprio


Texto: Célia Mota

É incrível a nossa capacidade de amar e, por causa desse amor, acreditar no melhor das pessoas. Mas, impressionante mesmo é o poder de cura que cada um possui! Cicatrizamos feridas profundas e seguimos caminho, embora incompletos e fragilizados, mas sempre adiante, e melhorando a cada dia.

Algumas pessoas simplesmente sabem o momento de amar a si mesmas e isso é uma virtude preciosa! Respeitar os próprios princípios e lutar para permanecer de pé é característica dos fortes. Simples, não se pode abrir mão da dignidade, pois uma vez perdida, as chances de recuperá-la são mínimas e não vale a pena arriscar algo tão importante.

Saber amar o outro é mágico, somente os mais corajosos são capazes de se entregar totalmente a um sentimento. No entanto, saber se amar é incrivelmente superior ao mais forte sentimento humano. Amor próprio não é egoísmo. Se valorizar, aprimorar seus pontos positivos e oferecer ao mundo uma versão melhor de si mesmo é estratégico.  E respeitar os próprios limites é um bom começo para conquistar o respeito dos demais.

Então, que tal se blindar contra o fracasso emocional e amar um pouco mais a única pessoa capaz de te salvar, aquela que vai estar ao seu lado em todos os momentos dessa vida? Tome uma dose a mais de amor próprio, só por hoje.


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Intimidade - prós e contras



Texto: Martha Medeiros - Fonte:  http://pensador.uol.com.br/frase/NTIwMDg4/

As pessoas desancam o casamento. Dizem que o amor míngua  que o sexo começa a rarear, que a rotina é acachapante. Dizem, dizem, mas as pessoas seguem casando e mantendo-se casadas por quilométricos anos. Qual é a boa dessa história? Uma joia chamada intimidade. Íntimos, muitos acreditam, são duas pessoas que possuem relações físicas e emocionais entre si. É bem mais que isso. Intimidade é você não precisar verbalizar tudo o que pensa, é aceitar a solidão do outro, é estarem familiarizados com o silêncio de cada um. Intimidade é não precisar estar linda em todos os momentos, não precisar ser coerente em todas as atitudes, é rirem juntos de uma história que só eles conhecem o final.


Intimidade é ler os olhos, os lábios e as mãos de quem está com você. Mais do que repartir um endereço, é repartir um projeto de vida. Não basta estar disponível, não basta apoiar decisões, não basta acompanhar no cinema: intimidade é não precisar ser acionado, pois já se está mentalmente a postos.

Intimidade é não ter vergonha de ser o que a gente é, não precisar explicar coisa alguma, ser compreendido e brigar sabendo que nada irá se romper. Intimidade é não precisar andar na ponta dos pés pelos corredores de uma vida compartilhada.

Muitos se mantêm casados por causa desse idílio que é não precisar se anunciar todo dia como um investimento seguro, podendo inclusive usar aquelas camisetas puídas e comer o "s" de uma palavra no plural sem que a sua cotação desabe. Só há uma coisa ruim na intimidade: a falta que faz um pouco de cerimônia.

Calcinhas penduradas no banheiro, o telefonema sempre na mesma hora da tarde, o arroto que dispensa o pedido de desculpas, o lençol amarfanhado, a TPM todo santo mês, o mesmo perfume, as mesmas reações, o mesmo cardápio. O lado negro de um matrimônio feliz. 

O casamento dá uma intimidade rara, apaziguadora, salutar. Não há máscaras nem teatro: é o habitat natural de um homem e de uma mulher que se querem como são. A intimidade salva as relações extensas, a não ser quando as corrói. Contradição maquiavélica. O melhor e o pior dos mundos, nos obrigando a escolher entre o habitual e a novidade, entre a paz e a adrenalina, entre a rede e o salto. Sedução x segurança: que vença o melhor.




terça-feira, 9 de julho de 2013

Basta


Basta!

Cansei de viver à sua sombra. É aqui que nos separamos, seguirei sozinha até o final do percurso,Chutando minhas próprias pedras, e caindo também... por que não? Eu estava tão misturada a você que às vezes esquecia de mim mesma. Acordava pela manhã achando que poderia viver sua vida, pisar sobre suas pegadas, beber da sua água, comer do seu pão e até mesmo dormir o seu sono. Eu era você e nem me dava conta.

Hoje o despertar foi diferente!Percebi que tenho os meus próprios pés e meus passos são muito fortes! Brotou no meu íntimo uma vontade imensa de desatar essas amarras que me anulam diante de ti.

Quero rir das minhas piadas mais idiotas, pagar minhas contas atrasadas e ser livre para gostar do que quiser. Não pedirei licença nem “por favor”.

Daqui pra frente serei eu mesma. Se não se importa ...  

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Desapego




Não posso pedir-lhe exclusividade,
que  seja meu e de mais ninguém.
Seria pura maldade,
Se cada corpo trás em si os sabores nunca provados,
Desejos cuidadosamente guardados,
Habilidades que vão além...
Além do pensar,
Além do fazer,
Do amar,
Do poder...

E como impedi-lo de tentar desvendar tais mistérios?
De em outros corpos se aconchegar,
Em beijos estranhos se perder,
Se achar...
Não posso assumir tal culpa,
O fardo pesado e sério
De aprisionar um querer.

A vida é curta  até demais
para se prender ao irrelevante
os momentos raros não voltam atrás.
Os sonhos acabam ao amanhecer,
A felicidade dura apenas um instante.

E o erro passado nunca se desfaz.
A realidade é implacável
atropela os sonhadores,
Os libertinos,
Inocentes, amadores,
E também os indecisos.
Aí o irreversível, inexplicável!


Por isso, não quero de ti a dúvida,
Ou a força de uma decisão ponderada.
Só quero o que vier sem acréscimo
Ou juros de dívida passada.

Amor não se cria com amargura,
Obrigação,
Agonia...
Não é o que espero de ti.
Espero que me entregue em mãos, caso tenha,
Doçura,
Admiração,
Alegria!
Ou senão é melhor partir.



quinta-feira, 4 de julho de 2013

Incerteza


Texto: Célia Mota

Não ouço mais o som da sua voz, ou sinto seu toque.
Aos poucos, uma presença que era tão forte também foi enfraquecendo e sumindo, levada pelo tempo.
ELE levou tudo que parecia “para sempre”…
as areias na praia,
as ondas do mar fazendo barulho ao bater nas pedras,
o sol morninho do entardecer
e a vontade de caminhar com os pés descalços, 
cabelos soltos
sob a chuva quente de verão…
A felicidade é mesmo um estado de espírito muito fugaz.
As ondas já não dançam lá fora,
o mar não dorme mais na minha janela e
as areias foram engolidas pelo tempo.
Você nunca mais sorriu para mim…
sua ausência jamais foi tão presente na minha vida.
Será que vai ser assim
“para sempre”?

terça-feira, 2 de julho de 2013

Doce insanidade



Texto: Célia Mota

Meu tempo é seu, o futuro é incerto
Acaba a noite, começa o dia
e não me canso de nós,
te quero por perto,
sentir o seu cheiro,
ouvir sua voz...

Vou ficar horas te olhando,
enchendo meus olhos de você.
Passo meus dias te amando,
Inundando meu corpo com o seu prazer.
Sua boca na minha,
Línguas entrelaçadas,
Sinto que posso enlouquecer.

Seu beijo me entorpece,
Me aquece,
Esquenta minha existência,
Dá sentido a minha loucura...
Sintetiza minha essência.

Posso ficar meses a te beijar,
Um beijo após o outro,
Invasivo, ousado.
Sem parar,
Sem pensar...
Comendo paixão,
Bebendo desejo,
e o tesão na boca
é  o seu suor salgado.


Minha mão no seu corpo,
Pele na pele,
Desejo absorto.
Carne trêmula,
Coração disparado,
O mundo girando
E em silêncio, meu desejo te chama.
Ansioso,
Quente,
Desesperado,
Sem condições ou fórmula.

E nos seus braços eu morro
um pouquinho a cada dia,
meus sentimentos, uma avalanche...
De anseio,
De amor,
De alegria,
Sinto que é breve o meu viver,
Mas não grito por socorro,
Só por revanche!