sexta-feira, 17 de julho de 2015

Quando só resta tristeza


Texto: Célia Mota

Quando penso no que poderia ter vivido ao seu lado, tudo que queria ter dito e não pude naquele momento, tantas vezes pensei em acariciar seus cabelos, pegar sua mão, beijar seus lábios... Mas a mágoa estava entalada na garganta, sufocando o amor que eu sentia, matando meus sonhos.

É mesmo uma pena que nada disso tenha acontecido. Eu penso em como teria sido mágico o meu mundo com você nele, abrindo sorrisos e despertando suspiros... E agora não há mais tempo, pois a tristeza bate em minha porta e confesso estar disposta a deixá-la entrar de vez.

Aquela felicidade não foi mais forte que o orgulho e eu não pude te dar outra chance. Não acreditei no amor que tudo supera quando, naquele momento, a única força dentro de mim era a dor, que pulsava no ritmo do meu coração, e a decepção. Mas não deixo de pensar no que poderia ter sido...

Quem sabe um dia, amor, em outra vida, a gente possa acertar nossas frustrações e viver tudo o que foi deixado de lado. Mas hoje a tristeza bate a minha porta, meu compromisso é com ela. E nós sabemos que a felicidade nunca é tão forte quanto o orgulho e dificilmente supera um coração partido pela decepção.

Sinto muito, meu amor, mas é tarde demais para nós dois.
Quem sabe em outra vida?

Hoje meu compromisso é com a tristeza.

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